Herculano
Pires
Nasceu em 25 de Setembro de 1915,
na antiga província de Avaré, Zona Sorocabana,
filho do farmacêutico José Pires Correa
e da pianista Bonina Amaral Simonetti Pires. Fez seus
primeiros estudos em Avaré, Itaí e Cerqueira
César.
Revelou a sua vocação literária
desde que começou a escrever.
Aos 16 anos, estreou na literatura
com um livro de contos - “Sonhos Azuis”,
tendo o segundo, de poemas livres e sonetos, intitulado
“Coração”, sido publicado
dois anos após.
Vários contos seus, com ilustrações,
foram publicados na “Revista Artística
do Interior”.
Integrou a relação
de colaboradores permanentes da secção
literária de “A Razão”,
em São Paulo, que publicava um poema de sua
autoria dominicalmente.
Em 1928, transformou o jornal político do genitor
em semanário literário.
Em 1940, mudou-se para Marília, onde adquiriu
o jornal “Diário Paulista” e dirigiu-o
durante seis anos.
Com alguns companheiros, promoveu,
através do jornal, um movimento literário
na cidade, tendo publicado o livro de poemas “Estradas
e Ruas” que Érico Veríssimo e
Sérgio Millet comentaram favoravelmente.
Em 1946, mudou-se para São Paulo e lançou
seu primeiro romance, “O Caminho do Meio”,
que foi bem acolhido pela crítica.
Durante cerca de trinta anos, exerceu
as funções de repórter, redator,
secretário, cronista parlamentar e crítico
literário dos “Diários Associados”.
Entre ensaios e livros de Filosofia,
História, Psicologia, Parapsicologia e Espiritismo,
alguns de parceria com Chico Xavier, totalizou uma
produção de oitenta títulos.
Foi um dos autores mais críticos
do movimento espírita, combatendo os desvios
e mistificações, na compreensão
doutrinária racionalista preconizada por Allan
Kardec.
Graduado em Filosofia pela USP,
editou uma tese existencial: “O Ser e a Serenidade”.
Desencarnou a 09 de Março de 1979, em São
Paulo.